Terapia Comportamental

"O autoconhecimento tem um valor especial para o próprio indivíduo.
Uma pessoa que se "tornou consciente de si mesma", por meio de
perguntas que lhe foram feitas, está em melhor posição de
prever e controlar seu próprio comportamento."
(B.F.Skinner, 1974, p.31). 
     Na Psicologia há inúmeras e diferentes abordagens teóricas. A abordagem teórica está diretamente ligada à forma como o criador de cada uma delas entende o mundo, as pessoas e a maneira como elas se relacionam. 
     A busca pelo entendimento sobre as razões dos indivíduos se comportarem de determinadas formas é a premissa do questionamento da Psicologia, com o intuito de compreender as pessoas. 
     Na faculdade de Psicologia, passamos grande parte do curso estudando diferentes teorias: o Behaviorismo de Skinner, a Psicanálise de Freud, a Gestalt de Perls, entre outras. Cada um desses autores tem, em sua teoria, a resposta para explicar o comportamento das pessoas. 
     Ao término da graduação, estamos em melhor condição de escolher qual dessas abordagens teóricas representa nossa visão de mundo e de homem, e qual delas adotaremos para respaldar nossa prática clínica. 
     A abordagem teórica na qual me identifiquei, e utilizo para nortear minha atuação, é a Psicologia Comportamental, também chamada de Terapia Comportamental ou Terapia Analítico-Comportamental. Essa terapia é embasada na teoria do Behaviorismo Radical de B. F. Skinner
     Na Análise do Comportamento, a resposta que explica o motivo das pessoas se comportarem de determinadas maneira está na história de relação do indivíduo com o ambiente. 
     A terapia comportamental trata o conteúdo comportamental, mas é fundamental para terapeuta comportamental os pensamentos e sentimentos que leva o cliente a buscar ajuda psicológica. Skinner (1987a/1989) resume: “Como as pessoas se sentem é frequentemente tão importante quanto o que elas fazem” (p. 3). Trata-se de uma atuação clínica, orientada por evidências científicas. 
     A ferramenta que norteia a prática clínica de um analista do comportamento é a análise funcional dos comportamentos do cliente. 
     Através dessa análise é possível identificar as relações de dependência entre a resposta de um indivíduo, o contexto em que ocorrem (o que antecede a ocorrência) e suas consequências. 
     Com isso, é possível compreender a função do comportamento que gera a queixa do sujeito, pois muitas vezes, os clientes não conseguem identificar quais são os fatores que desencadeiam suas dificuldades e sofrimento. 
     É importante que o indivíduo adquira consciência sobre as circunstâncias que governam seus comportamentos, mantendo suas dificuldades e sofrimento, mas é fundamental para o processo que o cliente aprenda novas possibilidades de agir, de se comportar frentes as dificuldades. 
     Dessa forma, ele ficará em melhor posição de escolher entre possibilidades que estão a sua volta, possibilidades essas que, até então, não eram claras. 
     Trata-se de uma abordagem teórica válida para pessoas de todas as idades, que possuam ou não transtornos mentais. 

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